Mariana Dalot: "Estou ansiosa para poder subir ao palco e, finalmente, mostrar as minhas canções"

É de Braga, esteve 3 anos com um pé em Londres e agora vive em Lisboa. Mariana Dalot é das novas artistas mais promissoras em Portugal e contou ao Caótico tudo sobre como começou a sua paixão pela música.


Pode ainda não ter nenhum original lançado, mas os vídeos a cantar que publica na rede social Instagram já angariam milhares de visualizações e comentários a elogiar a artista, que conta já ter novidades sobre o seu primeiro single no final do ano.


Se a pandemia da Covid-19 teve impacto na cultura e no mundo artístico, em qualquer que seja o setor, então os novos e pequenos artistas, que contavam começar a sua carreira, foram dos mais prejudicados. Mas Mariana Dalot arregaçou as mangas e hoje, dia 23 de julho de 2021, vai dar o seu primeiro concerto num sítio especial - no Festival EALive em Évora, onde vai fazer a primeira parte da autora de êxitos como “Sei Lá” e “Fugir de Ser”, Bárbara Tinoco.


Quer seja com um Café ou um cappuccino, no início ou No Final do Dia, a presença da Mariana Dalot nos maiores palcos deste país está só a começar, e nós vamos acompanhar todos os pedaços desta aventura.



Quando é que soubeste que querias ser artista?

Não sei ao certo… Entrei para o Conservatório muito cedo e estudei música a minha vida inteira e, apesar de sempre ter gostado de cantar, quando era pequena não queria nada com a música. Só em momentos decisivos, como o de escolher os cursos, é que acabava sempre por optar pela música. Acho que um momento de viragem mesmo foi quando cantei com os Expensive Soul, num concerto em Vila do Conde, foi a primeira vez que peguei num microfone e, aí, percebi que era aquilo que eu me via a fazer.


Quem é a tua maior inspiração a nível de música?

Eu acho que vou buscar um bocadinho a cada artista que ouço, mas sem dúvida que a Carolina Deslandes sempre foi a minha maior inspiração, desde o primeiro dia. Os Expensive Soul também são e foram cruciais no meu crescimento e sempre me ensinaram a lutar por aquilo em que acredito e, principalmente, pela minha verdade - quer eles, quer a Carolina.


Quem são as tuas colaborações de sonho, a nível nacional e internacional?

Se puder sonhar, eu diria a Demi Lovato. Se descer à terra e pensar em artistas que até acho que poderia acontecer, talvez as Anavitória e o Pablo Alborán. Portugueses adorava um dia ter uma canção com o Miguel Araújo.


Como é que surgiu a oportunidade deste concerto? E como te estás a sentir?

Foi através do Instagram. Por sorte, vi o anúncio sobre as inscrições e decidi arriscar. Estou a tentar manter-me o mais calma possível, mas já sei que não vou dormir antes. Estou mesmo contente pela oportunidade e muito ansiosa por poder subir ao palco e, finalmente, mostrar as minhas canções às pessoas.


Como é ter o teu primeiro concerto, num palco como o do EALive, e a abrir para uma artista como a Bárbara Tinoco?

É um sonho e uma honra enorme saber que posso atuar antes da Bárbara. Admiro-a muito, é uma das maiores artistas deste país e uma inspiração enorme para mim. Além disso, tem um coração de ouro e um cuidado com todas as pessoas que a rodeiam que, hoje em dia, é raro. Estou muito feliz por fazer parte deste dia.


Onde é que vais buscar a confiança para atuar no palco, agora, no início da tua carreira?

Nem eu sei! Acho que vou descobrir quando lá chegar. Acho que não é uma coisa que se consiga explicar, sente-se e faz-me sentido. Uma pessoa vai só e arrisca.


Como é que é começar uma carreira no mundo artístico a meio de uma pandemia?

Um bocadinho assustador, confesso. Sinto que estou à porta de uma coisa gigante, à espera de entrar e há meses a tentar meter o pé, e tenho que esperar. Mesmo assim, sinto que foi tudo muito pior para todo o setor e toda a gente que ficou sem trabalho nestes últimos tempos. Felizmente, as coisas estão a melhorar e hei-de entrar pela porta, eventualmente.


Tens alguma novidade planeada para breve que possas revelar?

Estou a preparar o lançamento do meu primeiro single. Se tudo correr bem, ainda este ano ouvem as minhas primeiras canções e, no próximo ano, temos disco!


O que é que as pessoas podem esperar amanhã?

A verdade de quem nunca fez isto e está ansiosa para mostrar as suas canções ao mundo.

Artigo escrito por Marta Matias

Artigo revisto por Francisca Carvalho